O mapa Europeu dos direitos LGBTI foi lançado esta quarta-feira pela ILGA-Europe, a maior organziação de defesa dos direitos LGBTI da Europa e Asia Central. A organização que representa mais de 700 organizações LGBTI na região lança este mapa, em que olha para 49 países e para o estado dos direirtos de pessoas lésbicas, gays, bisexuais, trans e intersexo.

(Fonte: ILGA-Europe: https://rainbowmap.ilga-europe.org/)
Espanha, o nosso país vizinho torna-se este ano o primeiro da lista, ultrapassando Malta que há uma década se mantinha na frente desta lista, torando-se o país da região com os melhores direitos para pessoas LGBTI e, não é por acaso.

A coragem de continuar a fazer avançar os direitos de minorias sexuais e de género num contexto político que tenta retirar o que já foi conquistado, aproveitando ainda para reforçar proteções legais e ainda com avanços na sua estratégia nacional para pessoas LGBTI+, estabelecendo uma autoridade independente para o tratamento igualitário.
Espanha diz, Há uma linha que ninguém vai ultrapassar. Essa resistência deixa o país aqui ao lado na linha da frente da democracia, da igualdade e da luta contra a o medo e o ódio.
Portugal desce de posição mais uma vez este ano e mostra que o país está num caminho perigoso de retrocesso e possível retirada de direitos de pessoas LGBTI no país. Com os três projetos legislativos que decidem sobre a vida de pessoas trans e crianças intersexo, põe em causa o bem-estar, ligitima discurso de ódio, e aumenta a violência que tem vindo a crescer de forma exacerbada nos últimos anos.

Portugal, que ao longo de vários anos usou a imagem da aceitação da diferença como moda de troca para o lucro, em forma de turismo e gentrificação, hoje, quer distanciar-se dos avanços já alcançados abraçando a cobardia política, a ignorância e o ódio.
O convite que fazemos é para que o governo português olhe para o lado e veja que a coragem política, o estar do lado certo da história é onde queremos estar enquanto país, enquanto sociedade. Queremo-nos a todas e todes vivas, felizes, sendo, amando.
O que um país deve querer é que as pessoas que vivem no seu território possam fazê-lo de forma digna, gratificante, sem medo e acreditando num futuro onde elas podem existir em plenitude.