A capacidade de criar histórias é transversal a todas as civilizações e sociedades humanas. Criamos mundos e identidades através da mediação narrativa, desenvolvemos identidades coletivas e valores partilhados, criando culturas. Como se isso não bastasse, criamos histórias sobre histórias, interpretações várias, todas repletas de pistas sobre visões do mundo e normas sociais, originando subculturas e contraculturas. É isso, dizem os teóricos, que nos distingue dos outros animais. Em poucas palavras: temos um desejo insaciável por histórias.
(Que o diga a minha vizinha, que passa o dia à janela, pronta para contar histórias sobre a vida dos outros).
Se as narrativas, orais e escritas, refletem os valores da sociedade que as produziu, podemos usá-las como mapa das vivências lésbicas* ao longo da História. Segue-se um dos infinitos percursos possíveis. Os apontamentos sobre as obras estão teoricamente embasados, mas são, essencialmente, produto da minha opinião, e, portanto, de natureza subjetiva. Um aviso: há spoilers.
Apagamento – Safo (séc. VII a VI a.C.)
A poetisa originária da ilha de Lesbos, que empresta o seu nome ao Clube Safo, é um marco incontornável da literatura lésbica*, e da história da comunidade no seu todo. Porém, Safo é um mistério: embora tenha escrito nove livros de poesia, apenas fragmentos chegaram até nós.
A teórica Page DuBois diz que “saber tudo o que sabemos sobre Safo é saber pouco”, e descreve-a como uma figura disruptiva. Esta fragmentação não é apenas um acidente do tempo, mas também um silenciamento intencional: o poder vigente (exercido pelas instituições intelectuais, políticas, o direito, a medicina, a Igreja Católica…) determinou o que deveria ser preservado e como deveria ser interpretado.
A experiência do desejo sáfico foi, muitas vezes, tornada impensável ou irrelevante. Os factos são recuperados mediante a narrativa que mais interessa à classe dominante. No século XIX, um grupo de estudiosos tentou reescrever a história de Safo, afirmando-a como uma diretora de uma escola feminina, moral e casta. Já a famosa Lenda de Faon (conta que Safo se suicidou porque o barqueiro Faon não correspondia o seu amor) só foi reconhecida como ficção histórica, uma tentativa de “heterossexualizar” Safo e torná-la mais palatável, lá para o século XX. Esta fragmentação e incompletude da obra de Safo provam que a História (e as histórias que a compõem) é fruto do poder, que tenta moldar a memória coletiva.
O desejo doentio – Carmilla, Le Fanu (1872)
O arquétipo da vampira lésbica surge com o conto gótico Carmilla, de Joseph Sheridan Le Fanu. Com o terror gótico como tela, Le Fanu pinta um quadro perturbador sobre desejo transgressivo.
É comum uma identidade sexual considerada “desviante” ser alvo de monstruosização, o corpo de um monstro incorpora medos e fantasias de uma cultura específica: o vampirismo em Carmilla é uma metáfora para o lesbianismo, frequentemente associado a conceitos de patologia ou doença dentro do contexto social e médico do século XIX.
A atração entre mulheres é retratada como algo que desafia as normas da “pureza sexual” vitoriana, um definhamento, uma paixão predatória expressa através de uma linguagem de sacrifício e morte, uma força simultaneamente sedutora e patológica, que corrompe os seus corpos e mentes. É até pior do que uma situationship.
O sofrimento purificador – The Well of Loneliness, Radclyffe Hall (1928)
The Well of Loneliness (1928), de Radclyffe Hall é uma história tão alegre como se deduz pelo título. Centra-se na vida de Stephen Gordon, que, desde a infância, demonstra características e comportamentos considerados masculinos, à época.
O pai, apercebendo-se que a sua filha era, verdadeiramente, “not like other girls”, começou a estudar sexologia e encorajava-a a seguir os seus interesses e estudos. Porém, morreu quando Stephen ainda era jovem. Com o desaparecimento do seu único aliado, Stephen envolve-se num conjunto de peripécias românticas mal sucedidas, e é confrontada com a repulsa e o horror da mãe ao descobrir a sua sexualidade.
Durante a Primeira Guerra Mundial torna-se condutora de ambulância e inicia a relação, estável e bonita, com Mary Llewellyn. A felicidade do casal é asfixiada pela censura e isolamento social. A relação termina com um sacríficio: Mary é pedida em casamento por um amigo de infância de Stephen, e esta, convencida que apenas assim a sua amada poderá garantir segurança e felicidade plena, finge ter sido infiel. Mary, destroçada, aceita o pedido de casamento do seu pretendente. O livro termina com Stephen sozinha, clamando a Deus pelo direito à existência.
Com esta obra, o lesbianismo é promovido a uma identidade: a homossexualidade feminina deixa de ser um conjunto de atos patológicos, e passa a corresponder a um tipo de pessoa; Stephen não vê o seu desejo apenas como uma preferência, mas como algo inerente e imutável. É, por isso, um desastre social, uma “invertida”. Para que o público sinta algum tipo de empatia por esta identidade queer, Hall, paga o preço narrativo: apresenta-nos Stephen como altamente digna e moral, respeitável, que não quer subverter o sistema, mas conquistar um lugar dentro dele, através do sofrimento e sacrifício. Esta ideia de que as personagens lésbicas (e LGBTQIA+, no geral) só merecem existir numa história enquanto seres sofredores é visível ainda nos dias de hoje, em todas as formas de ficção, através do tropo “Bury Your Gays” (Enterra os teus Gays) e “Dead Lesbian Syndrome” (Síndrome da Lésbica Morta). Este padrão sugere que personagens queer pagam o seu tempo em cena com sofrimento, e que são dispensáveis. Os seus finais infelizes são frequentemente justificados por um suposto realismo histórico, necessidade moral, ou simplesmente são um dispositivo narrativo para avançar o enredo, em especial no respeitante a personagens heteronormativas. (Três palavras apenas: Lexa, The 100. If you know, you know).

Finalmente podemos rir – Rubyfruit Jungle, Rita Mae Brown (1971)
Este livro é protagonizado por Molly Bolt, uma criança rebelde do meio rural da Pensilvânia. Enquanto adolescente, Molly muda-se com a família para a Florida. Tem um romance secreto com a cheerleader Carolym Simpson, que termina devido ao ambiente de homofobia que infesta o sistema social da escola que ambas frequentam. O pai de Molly, que a apoiava incondicionalmente, morre, e Molly vê-se a braços com a solidão e com uma relação problemática com a mãe. As duas cortam relações quando Molly, já jovem adulta, é expulsa da Universidade da Florida por se ter envolvido romanticamente com a colega de quarto. Sem dinheiro nem nenhum plano de futuro, o seu espírito empreendedor e aventureiro fá-la viajar à boleia para Nova York, onde sobrevive graças a trabalhos precários (e à realização do fetiche insólito de um homem, que lhe paga para que arremesse fruta contra o seu corpo nu). Ingressa na cena lésbica* de Nova York, e rejeita o binarismo que separa femmes e butches, afirmando que quer apenas ser ela mesma, uma devil-may-care lesbian. Consegue entrar numa escola de cinema para se tornar realizadora, pois deseja contar histórias reais sobre pessoas reais. Este objetivo leva-a a regressar à Florida, onde realiza o seu projeto de final de curso: um documentário sobre a vida da mãe.
Rubyfruit Jungle é uma lufada de ar fresco: finalmente podemos rir, de nós, do mundo. O humor aparece como uma estratégia de sobrevivência e de subversão do sistema, por contraste à miséria emocional que nos tornava mais aceitáveis. As identidades lésbicas* deixam de ser ocultadas, higienizadas ou martirizadas. Começam, aos poucos, a existir, em toda a sua plenitude. E podem, inclusivamente, ser construídas e reconstruídas, repensadas, questionadas e desafiadas, a partir de dentro.

A masculinidade sem homens – Stone Butch Blues (1993)
Para Jess Goldberg, a protagonista do romance Stone Butch Blues, a sua identidade é sobrevivência e resistência contra uma sociedade que insiste em categorizá-la de forma binária e irredutível. Desde a infância que Jess é questionada quanto ao seu género, o que a fez crescer com vergonha, com a sensação de que haveria algo de errado, mas que não consegue nomear. Esta barreira dissolve-se quando, em bares lésbicos, encontra pessoas semelhantes a si: mulheres fortes e corpulentas em fatos e gravatas. Conhece Butch Al, que se torna sua mentora e lhe ensina códigos de vestuário e comportamento, em especial para sobreviver à brutalidade policial. Jess descobre-se e identifica-se como uma “stone butch”, uma identidade definida pela prática sexual de dar prazer à parceira, sem permitir ser tocada reciprocamente. Devido à violência extrema e à marginalização, Jess toma a decisão estratégica de tomar hormonas e uma mastectomia, passando a ser lida socialmente como homem. Porém, há um custo: embora essa passabilidade lhe conceda segurança, Jess sente-se como um “fantasma” ou alguém “enterrado vivo”, e sofre com o apagamento da sua história e o seu passado como mulher. Eventualmente, decide parar as hormonas e viver num espaço de transitividade de género. Conclui que não se sente nem como um homem, nem como uma mulher convencional, mas como algo “outro”, uma fora-da-lei do género, e lésbica. Esta atitude, de aceitação e reclamação da sua história e identidade, Jess transforma o estigma em força anímica para viver de forma autêntica, independente dos rótulos do mundo exterior. Stone Butch Blues é uma obra incontornável, uma ode à masculinidade enquanto processo de cisão, intencional e ativa, da ideologia dominante; uma masculinidade reciclada, alternativa e independente do homem.

Representatividade ou Voyerismo – Azul é a cor mais quente, Julie Maroh (2010) e A Vida de Adèle, Abdellatif Kechiche (2013)
Falamos de uma novela gráfica da autoria de Julie Maroh, e a sua adaptação cinematográfica, A Vida de Adèle, realizada por Abdellatif Kechiche. Ambas exploram a autodescoberta emocional e sexual de uma adolescente, Clementine para Maroh e Adèle para Kechiche.
A novela gráfica, através de um tom intimista semelhante ao de um diário, centra-se em Clementine e o seu envolvimento com Emma, uma rapariga irreverente, de cabelo azul, que resulta no questionamento identitário e na confusão interna da protagonista, a evolução de um profundo romance entre ambas. Estamos, mais uma vez, perante a tragédia de um amor profundo e intenso, mas amputado por falta de reconhecimento social e limitação ao espaço privado. Utiliza um grafismo melancólico, tons neutros e azuis, o que faz ainda mais sentido quando descobrimos que Clementine morre após o término da sua relação com Emma, e que esta está a ler os seus registos. A narrativa surge como uma recordação, o que altera a perceção do amor lésbico*, filtrando-o através da ausência, da tristeza e da nostalgia.
A adaptação cinematográfica foi um gay awakening para muites de nós. Enquanto narrativa, é bastante menos trágica, pois, apesar do final emocionalmente pesado, a protagonista Adèle está viva no final da última cena. A sucessão de acontecimentos que quero referir aqui é a polémica gerada em torno, primeiro, das cenas de sexo explícito e, segundo, pela revelação do inferno que as atrizes viveram para as gravar: para satisfazer o realizador (que, mais tarde, descreveram como “maluco”), foram necessários mais de 100 takes de uma atuação que ambas descreveram como fisicamente dolorosa, emocionalmente desgastante, humilhante, uma experiência traumática.
Não há nada de errado em escrever sobre a morte de uma pessoa lésbica*, e sobre as saudades que esta deixa a uma parceira; também não há nada de errado em representar cenas de sexo sáfico num filme; morte e sexo fazem parte da vida e, portanto, devem fazer parte da Arte. Mas em ambas as obras (BD e filme) temos uma esteticização do desejo. Por um lado: o uso do azul associado a Emma como marca gráfica, única fonte de cor nas páginas, que pode ser lido até como codependência, nostalgia e romantização do luto. Por outro, a hipersexualização conformada ao male gaze, abusiva para quem deu corpo às personagens. A Vida de Adèle não inventou a objetificação sexual da mulher lésbica* mas é, inegavelmente, uma representação visual desonesta com a realidade da vida sexual das pessoas lésbicas* reais, obtida através do abuso de poder de um homem sobre duas mulheres, mais jovens e hierarquicamente inferiores, num contexto laboral. Ambas as escolhas estéticas oferecem um contraste interessante: enquanto Clementine e Emma só podem existir como casal se enfiadas no armário, Adèle e Emma têm que escancarar as portas do quarto, exibir uma intimidade performativa e irrealista, desenhada à medida dos caprichos de um homem cisheteronormativo. Merecemos melhor.

A reescrita da História como reclamação – A Curse of Roses, Diana Pinguicha (2020)
Estamos perante uma produção nacional (mais tarde lançada em português com o título A Maldição das Rosas). Diana Pinguicha conta-nos a história da Princesa Yzabel de Aragão e o seu fardo sobrenatural, uma maldição que transforma comida em rosas, impedindo-a de se alimentar e ameaçando a sua vida. A protagonista liberta Fatyan, uma moura encantada, na esperança de que esta a ensine a controlar o seu poder. Juntas, planeiam utilizar a magia para ajudar os pobres e os doentes, desafiando as restrições impostas pelo rei.
Esta obra reimagina a lenda da Rainha Santa Isabel, integrando elementos de identidade queer e resiliência feminina num contexto medieval. É uma subversão que molda a História, abrindo espaço para que pessoas queer existam e singrem. A magia e o fantástico aqui é uma ferramenta política, uma forma de reposição de justiça histórica: a maldição é transformada num dom através da autoaceitação plena, o corpo passa de campo de batalha entre religião e identidade, a instrumento de resiliência. A autora tomou estas decisões criativas e narrativas devido à sua experiência pessoal e também ao desejo que as pessoas queer, especialmente jovens, que se cruzem com o seu trabalho se sintam representadas, aprendam a gostar de si próprias e que vejam como dons aquilo que a sociedade classifica como desvio.

Uma nova expansão do conceito de lésbica* – Detransition, Baby, Torrey Peters (2021)
Este livro, em tom de crónica e repleto de analepses, convida-nos a testemunhar a vida de Reese, (uma mulher trans que lida com a solidão e o isolamento através de casos autodestrutivos e violentos com homens casados) e do seu ex-parceiro, Ames (que vive agora como homem após ter destransicionado).
O enredo ganha fôlego quando Ames engravida acidentalmente a sua chefe, Katrina, e propõe a Reese que criem a criança os três, numa tentativa de formar uma estrutura familiar não convencional. Somos confrontades com temas como a maternidade trans, as limitações do modelo de família nuclear e a busca por um sentido de pertença. Por fim, o texto reflete sobre as escolhas de identidade e os desafios geracionais enfrentados pela comunidade trans na contemporaneidade.
É um trabalho radical, na medida em que apresenta uma faceta menos comum da literatura e da identidade lésbica*. Reescreve esses conceitos através de identidades trans, reais, humanas. Reese descreve Amy como a sua “amante lésbica” e descreve como a ensinou a ser mulher. A expansão do conceito sáfico ocorre também na relação entre Reese e Katrina, em momentos descritos por Ames como “confusamente codificados como sáficos”.
É também de referir a solidariedade entre mulheres trans e mulheres cis: pela voz de Reese, a narrativa propõe uma nova ligação estrutural entre ambas, ao afirmar que as únicas pessoas com algo de útil a dizer sobre género são mulheres cis divorciadas que desistiram da heterossexualidade, o divórcio é comparado a uma “história de transição”, onde as narrativas impostas falharam, é uma espécie de convite à partilha de lugar de fala. Detransition, Baby!, não é a primeira obra a expandir o conceito de safismo, lesbianismo e feminilidade na literatura, mas é, até pelo seu sucesso, o prego que imobiliza o * em “literatura lésbica*”, ao demonstrar mostrar que a identidade trans e destransição não são obstáculos à feminilidade ou ao lesbianismo, mas sim elementos que permitem novas e mais profundas configurações de amor e família entre mulheres.
A escassez de histórias sáficas na literatura, especialmente quando comparada com a literatura focada em relacionamentos entre homens, é um fenómeno enraizado em séculos de misoginia e estruturas patriarcais, na desvalorização da sexualidade e identidade feminina, na invisibilidade das lésbicas* na esfera pública. Se as histórias que inventamos e reproduzimos são o produto do que somos enquanto sociedade, é óbvio que nos vai faltar representatividade multidimensional, para lá da miséria emocional e hipersexualização. Porém, muitos passos têm sido dados. E continua a haver esperança, somos homo narrens (humanos narradores), com o superpoder da construção da realidade, somos uma espécie de arquitetes do cosmos. Podemos criar mundos. Podemos também escolher em que mundos (livros, filmes) queremos passar o nosso tempo e partilhar com outras pessoas.
O festejo do Dia Mundial do Livro a 23 de abril pode ser um convite para leitura de mais histórias lésbicas*. Pode também ser uma oportunidade de reflexão sobre o que é que essas histórias dizem sobre nós, e que vozes, biografias, percursos, compõem a nossa “memória coletiva”, e a protagonizam.
Uma coisa é certa: o futuro da literatura é lésbico*!
Lésbicas*: mulheres, cis e trans, e pessoas não-binárias, que se identificam como lésbicas, bissexuais, pansexuais, queer e sáficas.

Fontes consultadas:
- DuBois, P. (1995). Sappho is burning. University of Chicago Press.
- Finglass, P. J., & Kelly, A. (Eds.). (2021). The Cambridge companion to Sappho. Cambridge University Press.
- Foucault, M. (2002). The archaeology of knowledge (A. M. Sheridan Smith, Trad.). Routledge Classics. (Trabalho original publicado em 1969).
- Moreto, E. C. N. (2012). A biblioteca como espaço-personagem em O Nome da Rosa de Umberto Eco [Dissertação de Mestrado, Centro Universitário Campos de Andrade].
- Trouillot, M.-R. (1995). Silencing the past: Power and the production of history. Beacon Press.
- Ribeiro Jr., W. A. (s.d.). Safo. Graecia Antiqua. https://greciantiga.org/arquivo.asp?num=0201
- Butler, J. (1999). Gender trouble: Feminism and the subversion of identity. Routledge. (Obra original publicada em 1990).
- Brown, R. M. (2015). Rubyfruit jungle. Bantam Books. (Obra original publicada em 1973).
- DGLAB – Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas. (2016). Dias Mundiais do Livro. Esta fonte fornece o contexto sobre as celebrações internacionais do livro e a sua origem histórica.
- Niles, J. D. (1999). Homo Narrans: The Poetics and Anthropology of Oral Literature. University of Pennsylvania Press..
- Rose, J. (2024, 2 de fevereiro). The underrepresentation of sapphic identities in literature: A historical analysis. OutWrite.
- Foucault, M. (1978). The History of Sexuality: Volume 1. An Introduction (R. Hurley, Trad.). Pantheon Books.
- Foucault, M. (1985). The Use of Pleasure: Volume 2 of The History of Sexuality (R. Hurley, Trad.). Vintage Books.
- Foucault, M. (1986). The Care of the Self: Volume 3 of The History of Sexuality (R. Hurley, Trad.). Pantheon Books.
- Foucault, M. (2021). Confessions of the Flesh: Volume 4 of The History of Sexuality (R. Hurley, Trad.; F. Gros, Ed.). Vintage Books.
- Hall, R. (1928). The Well of Loneliness. Covici Friede.
- TV Tropes. (s.d.). Bury Your Gays. Recuperado de http://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/BuryYourGays
- TV Tropes. (s.d.). Vasquez Always Dies. Recuperado de http://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/VasquezAlwaysDies
- Ahmed, S. (2006). Queer phenomenology: Orientations, objects, others. Duke University Press.
- Pinguicha, D. (2020). A curse of roses. Entangled Teen.
- Rosa, B. (2021, 24 de agosto). Diana Pinguicha: “Há mais hipótese de sermos publicados a escrevermos numa segunda língua, num país que não é o nosso, do que cá”. Fora Deste Mundo.
- Jesus, N. (2022, 11 de maio). Atriz de Azul é a Cor Mais Quente denuncia abuso no set e diz que nem a presença de um coordenador nas cenas de sexo teria a ajudado. AdoroCinema.
- Maroh, J. (2013). Blue is the warmest color (I. Hahnenberger, Trad.). Arsenal Pulp Press. (Obra original publicada em 2010 sob o título Le bleu est une couleur chaude).
- Rich, A. (1993). Compulsory Heterosexuality and Lesbian Existence. Em B. C. Gelp & A. Gelp (Eds.), Adrienne Rich’s Poetry and Prose. W. W. Norton & Company. (Obra original publicada em 1980).
- Sedgwick, E. K. (1990). Epistemology of the closet. University of California Press.
- Peters, T. (2021). Detransition, Baby. One World.
- Stryker, S. (2008). Transgender History. Seal Press.
- Feinberg, L. (2014). Stone butch blues (Ed. de 20.º aniversário). Edição de autor. (Obra original publicada em 1993).
- Halberstam, J. (1998). Female masculinity. Duke University Press.
- Cohen, J. J. (Ed.). (1996). Monster theory: Reading culture. University of Minnesota Press.
- Le Fanu, J. S. (2013). Carmilla (K. Costello-Sullivan, Ed.; Edição Crítica). Syracuse University Press. (Trabalho original publicado em 1872).