Visibilidade não é apenas um número, muito menos uma data, dia 31 celebro a minha existência, celebro as minhas irmãs, irmãos e irmanes trans e não-bináries, celebro a nossa resistência em um mundo que nos quer invisibilizar, de sociedades que nos querem suprimir, ser trans dá-me forças, afirmar-me trans exclama a minha autonomia, afirma não o que sociedade normativa exige que eu seja, mas aquilo que eu sou, e sem qualquer hesitação e em pleno esplendor dia 29 saio à rua para demonstrar autonomia que tanto temem que possua e que sonham em retirar, todos os dias e especialmente nesse eu vou sair de peito erguido e orgulho pronto para gritar. Eu sou Trans!
Assino como Diana Elaine, nomes que eu escolhi, que não representam a herança familiar que pretende ditar a minha denominação perante a sociedade, contra a violência estrutural da família nuclear monogâmica, patriarcal, racista e burguesa, é a posição que eu quero tomar e é nessa frente que vou lutar, como trans que não querem ver, como mulher que não querem aceitar, como transfeminina que não querem compreender e como proletária que querem controlar.
Morte ao patriarcado cujo p sempre será minúsculo, e vitoriosa seja a luta interseccional.